SOS Escolas

Que são ajudadas

Gana

International NeoHumanist School – Ejura

Situada em Ejura,uma pequena cidade rural da região Ashanti, inicialmente servindo apenas de jardim-de-infância, tem actualmente turmas até ao secundário, contando com cerca de 430 alunos e 15 professores.

O financiamento da escola provem exclusivamente de propinas, sendo muitas vezes insuficiente para pagar o baixo salário dos professores.

As dificuldades são muitas, sendo necessário adquirir novo mobiliário escolar para o crescente número de alunos e reparar o telhado do infantário e expandir o mesmo, já que não apresenta condições de salubridade necessárias às crianças.

LOTUS Nursery School – Accra
A Lotus Nursery School localiza-se em  em Nova Mamprobi -Soko, Accra, no Gana.
Este projecto foi iniciado no ano de 2003 com o objectivo de ajudar a educar as crianças mais pobres da vizinhança.


Tudo começou apenas com uma criança, mas depressa o número de alunos aumentou para 50 alunos. Actualmente, devido à crise económica, esse número sofreu uma drástica redução para cerca de 19 alunos.

Um dos objectivos desta escola é aumentar o salário do seu único professor e também obter um assistente, para que poder melhorar  a qualidade da escola e ter capacidade para receber mais crianças.
O financiamento da escola, na sua maioria provêm de voluntários que, ocasionalmente,  chegam para ajudar nas diferentes tarefas e ensinar na escola.

Estes voluntários, normalmente, doam brinquedos, livros,  materiais de escrita e pintura, entre outras coisas.
Entre os objectivos que esta escola pretende atingir encontram-se:

Educação para a liberdade;

Educação para o desenvolvimento físico,  intelectual, artístico, emocional e moral das crianças;

Educação para a cidadania;

Moçambique

EP1 Ngoanine

A EP1 Ngoanine, uma escola muito pobre, de aldeia, abriu as portas do ensino no dia 5 de Fevereiro de 2001.

No início a escola contabilizava 87 alunos. Até 2003 sobreviveu com duas salas, numa altura em que a comunidade começava já a pedir novos espaços. Presentemente, existem seis salas de aula que correspondem a seis turmas, que estudam da primeira à quinta classe.

As salas de aula são de caniço (material local) com o mesmo tipo de cobertura, usando-se, em alguns casos, folhas de zinco. Neste estabelecimento de ensino leccionam seis professores, que ensinam 266 alunos, dos quais 139 meninas e 127 meninos.

Esta escola ainda não é abastecida por energia. Não tem guarda nem administração. Toda esta componente funciona no gabinete da directora da escola bem como o trabalho, a este nível, que é repartido pelos educadores. Todo o trabalho é feito de forma manual, já que nem sequer uma máquina de escrever existe.

No conjunto de crianças que estudam na escola há a destacar 56 (26 meninos e 30 meninas) que, para além de muito pobres, são igualmente órfãs. Cabe ainda referir que 4 deles não têm pai nem mãe, estando entregues a lares de familiares, vivendo em condições extremamente difíceis.

EPC 25 de Maio, Xai-xai

A escola chamava-se inicialmente Escola Primaria do Bairro 14. Foi nacionalizada em 1978 passando a designar-se Escola Primaria Completa 25 de Maio em 1994 e a contar com cinco turmas que entretanto foram aumentando gradualmente até aos dias de hoje.

No inicio a escola funcionava apenas com um professor, entretanto já falecido, e todo o espaço físico cingia-se a um pavilhão, construído com material local, o caniço.

Foi com a ajuda da comunidade circunvizinha que se verificou um aumento das salas de aula, para as actuais 12 (embora de momento só 9 estejam a funcionar).Todas elas estão em adiantado estado de degradação, o piso da maior parte apresenta grandes rachas e buracos, que o tempo se foi encarregando de produzir.  Cadeiras e mesas quase não existem, as crianças sentam-se no chão, por vezes muito frio, e aprendem ali mesmo, atentamente, o que lhes é ensinado pelos professores.

Hoje em dia a escola alberga 711 alunos, 386 meninos e 325 meninas que estudam da primeira a sétima classe contando ainda com 21 professores.A escola tem mais 11 trabalhadores não docentes, incluindo-se dois guardas, sendo que um deles é pago pela própria comunidade vizinha.

Nicarágua

Ananda Marga School

A escola localiza-se no centro da capital Manágua, onde os ex-rebeldes, militares e civis vivem juntos, conferindo a este lugar o nome de Villa Reconciliacion.

No início de 2001 e até 2003 a escola apenas possuía jardim-de-infância, mas foi alargando, progressivamente as suas valências.

A escola tem, actualmente, cerca de 100 alunos, entre os 4 e 13 anos e 7 professores, que apenas ganham 50$ por mês, valor bastante inferior ao salário mínimo. O único funcionário não docente é uma senhora que se encarrega da limpeza das instalações. Os alunos apenas pagam 7$ de propinas e, na maior parte das vezes, os pais não as conseguem pagar atempadamente, devido à sua situação económica precária.

A escola encontra-se registada no Ministério da Educação e tem vindo a ganhar popularidade na comunidade, no entanto, ainda não consegue ser auto-suficiente para pagar os salários dos professores e assegurar despesas básicas como a aquisição ou reparação de mesas e cadeiras.

Existem 2 computadores com acesso à Internet, um para uso administrativo e outro para professores e alunos poderem fazer pesquisas. Não existe qualquer instrumento musical para que os alunos possam aprender.

Roménia

Domnesti Center

Este projecto é destinado a jovens com idade superior a 18 anos, sem-abrigo que não possuem competências profissionais e/ou de vida, tais como saber cozinhar, fazer compras, gerir dinheiro ou outras tarefas básicas do dia-a-dia. Tratam-se de jovens com baixo nível de formação, geralmente apenas o ensino primário, o que dificulta a sua integração no mercado de trabalho e usufruir de um salário suficiente para cobrir as suas despesas mínimas mensais.

Este projecto foi iniciado em Outubro de 2009, abrangendo jovens entre os 18 e os 26 anos.

O facto de grande parte destes jovens viverem em orfanatos, torna a existência deste tipo de escola uma necessidade urgente, já que ao atingir os 18 anos, estes são legalmente obrigados a abandonar estes centros, apesar de não se encontrarem preparados para a enorme mudança que se opera nas suas vidas.

Os jovens permanecem no centro Domnesti por um período máximo de um ano. Durante esse tempo, têm dois meses para assumir tarefas básicas de gestão doméstica, criar relações sociais e ter aconselhamento emociona. Após esta fase, têm mais dois meses para assumir tarefas de responsabilidade e têm aconselhamento vocacional, iniciando também a procura activa de emprego. Assim que conseguem obter um emprego são transferidos para os apartamentos da AMURT em Bucareste, para o treino de integração até estarem prontos para se mudarem para o seu próprio apartamento.

De momento, o centro Domnesti tem capacidade para alojar 10 jovens e os apartamentos da AMURT para 5 jovens. Sempre que um jovem sai, é substituído por um outro beneficiário do programa.

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